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Prevenção e Combate a Incêndios
Os incêndios ocorridos em 1998 e 1999 motivaram, ainda em 1999, a elaboração de um projeto de prevenção e combate a incêndios para a RPPN. A meta era: “Incêndio ZERO em 2001”, com os seguintes objetivos gerais:
 
   
- equipar a RPPN na prevenção e no combate a incêndios, respeitando todas as fases do ciclo de vida da flora e da fauna, as normas de segurança, e de proteção do meio ambiente;
 
- criar condições para detectar focos de incêndios em tempo real;
 
- efetuar a vigilância e monitoramento da área da RPPN, em itinerários adstritos a cada Posto de Proteção Ambiental;
 
- proceder a manutenção da rede de aceiros divisionais e da malha viária, utilizando equipamentos adequados;
 
- montar uma brigada própria, treinada e permanentemente de prontidão no período das secas;
 
- fazer rescaldos dos incêndios, vigiando o aparecimento de focos de reacendimento, extinguindo-os;
 
- educar e sensibilizar os moradores das comunidades do entorno, agricultores e pecuaristas, relativamente à problemática dos grandes incêndios, promovendo ações de esclarecimento e destacando a importância de unidades de conservação;
  
 
INCÊNDIOS FLORESTAIS
 
O Ministério do Meio Ambiente calcula que 300 mil queimadas aconteçam por ano em todo o território nacional. Os ambientalistas criticam a ausência de programas preventivos, afirmando que as ações públicas na área são majoritariamente emergenciais e pontuais.
 
Vários são os fóruns que debatem os avanços da ciência na conservação da biodiversidade, a sociedade também vem exigindo que as inovações com relação à proteção dos recursos florestais sejam objeto de discussão.
 
 
CONTROLE DE INCÊNDIOS
 
Controlar a propagação de incêndios depende basicamente das condições meteorológicas: direção e intensidade dos ventos, umidade relativa do ar, temperatura, tipo de cobertura vegetal, acessibilidade ao local, prazos de intervenção, equipamentos etc.
 
As principais causas dos incêndios no Pantanal:
 
Negligência – fogueiras  mal  apagadas de acampamento de pescadores.
 
Incendiários – pessoas que colocam fogo propositadamente por maldade. É o fogo criminoso.
 
Agricultores – fazem queimadas para fins  de preparo do  solo  ou reforma  de pastagens, não se preocupando em  fazer aceiros  e  montar vigilância; o fogo passa  para propriedades vizinhas, cresce e fica incontrolável. 
 
Vê-se daí, que fatores econômicos podem agravar os problemas dos incêndios no Pantanal, pois o método mais barato e fácil de renovar pastagens e limpar a terra para plantios agrícolas é o fogo, mas quando não há um planejamento eficiente para a prevenção e controle dos incêndios florestais, os incêndios se propagam a extensões incontroláveis, destruindo tudo o que encontravam pela frente.
 
Este panorama evidencia a importância da adoção de medidas preventivas contra o fogo, tecnicamente planejadas.
 
O Pantanal é conhecido mundialmente como um ambiente natural que deve ser preservado, é um ambiente delicado onde os grandes incêndios estão contribuindo drasticamente para a redução da sua cobertura vegetal (nativa). Eles são uma ameaça constante à integridade das unidades de conservação, causam prejuízos incalculáveis à fauna e flora nativas.
 
Prevenir e combater incêndios florestais é uma prioridade absoluta na RPPN SESC Pantanal.
 
 
O PROJETO: “Incêndio ZERO em 2.001”
 
Ainda em 99, foram implantadas em pontos estratégicos, cinco torres de vigilância com 36 metros de altura, permitindo localizar e monitorar focos de incêndios na Reserva e no seu entorno. Foi aperfeiçoado o sistema de radiocomunicação, passando os Postos de Proteção Ambiental a dispor de comunicação com unidades móveis e com a própria base de operações em Porto Cercado e Várzea Grande.
 
Foi disponibilizada uma aeronave para compor os serviços de vigilância e monitoramento da Reserva.
 
Foi contratada, na temporada seca de 2000, uma brigada composta de 20 homens treinados para compor junto com os 16 guardas-parque da Reserva, a equipe de prevenção e combate a incêndios florestais.
 
Ainda em 2000, foi adquirida uma patrulha mecanizada que se compõe de três tratores agrícolas traçados e uma pá carregadeira para construção e limpeza de aceiros e 3 caminhões adaptados para os serviços da Reserva, um especialmente equipado para combate frontal ao fogo, com tanque de 9.000 litros, bomba de alta potência que através de um canhão lança água a 70 m de distância e demais equipamentos.
 
A partir daí, adotou-se como estratégia, que focos de incêndios detectados, seriam combatidos fora da Reserva, no seu entorno, dentro de uma faixa de segurança de 4 km a partir da divisa da RPPN, impedindo-se que pequenos focos alcançassem a Reserva na forma de grandes incêndios, medida que também beneficiou as áreas do entorno.