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O SESC e a Questão Ambiental
RPPN – SESC PANTANAL
Reserva Particular do Patrimônio Natural(RPPN) é uma unidade de conservação de domínio privado a ser especialmente protegida por manifestação expressa do seu proprietário, mediante reconhecimento público, por sua relevância para a conservação da biodiversidade. A introdução das RPPNs no sistema nacional de unidades de conservação – SNUC, ocorrida na década de 90, consolida a presença da iniciativa privada brasileira na emblemática questão ambiental.
 
A RPPN SESC Pantanal é uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Com 106.644 hectares de superfície e um perímetro de 227 quilômetros, dos quais 110 constituem margens dos rios Cuiabá e São Lourenço, é a maior RPPN do Brasil. Está localizada no município de Barão de Melgaço. Foi criada para proteger uma parcela significativa do Pantanal, preservar espécies raras, endêmicas ou ameaçadas de extinção, facultar a educação ambiental na reserva e no seu entorno e promover a proteção de recursos hídricos.
 
O Pantanal onde a Reserva do SESC está inserida resulta da interação entre três importantes biomas sulamericanos: o Cerrado, o Chaco e a Floresta Amazônica. A Constituição Brasileira de 1988 o reconhece como uma das áreas essenciais ao meio ambiente do País, sendo designado nacional e internacionalmente como uma das regiões de ambientes aquáticos mais importantes da Terra. É o primeiro Sítio Ramsar brasileiro em área privada.
 
A RPPN SESC Pantanal é uma das zonas-núcleo da Reserva da Biosfera, reconhecida pela UNESCO em 2000, o que lhe dá importância global pela expressividade dos sistemas e processos naturais em seu interior, bem como pelos efeitos positivos para o entorno.
 
A proteção do Pantanal requer o conhecimento dos múltiplos aspectos que interferem no seu equilíbrio e definem o seu comportamento. Em parceria com renomadas instituições o SESC Pantanal vem investindo em pesquisas. Em oito anos especialistas de diversas áreas realizaram mais de 40 pesquisas, cujos resultados ampliarão os conhecimentos sobre o Pantanal. Nestes projetos estão envolvidas seis universidades federais brasileiras. Com a UFMT estão em curso vinte projetos do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração – PELD, executados com os recursos do CNPq e apoio do SESC Pantanal.
 
O programa de pesquisas e desenvolvimento tecnológico está assim planejado:
 
Pesquisa geral para conhecimento da área: identificação dos peixes e outras espécies aquáticas, da fauna das aves e dos mamíferos, dos répteis, batráquios e moluscos; identificação da flora; monitoramento hidro-meteorológico e da qualidade da água.
 
Pesquisas de manejo para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade: estudos de monitoramento e controle do fogo; avaliação do impacto da eliminação do gado na vegetação e na fauna; biologia e comportamento local das espécies em processo de extinção; pesquisas para educação ambiental, ecoturismo e desenvolvimento sustentável.
 
 
A organização administrativa e operacional da RPPN – SESC Pantanal conta com sete postos de operação e uma eficiente estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais.
 
Os postos dispõem de instalações para visitantes, guardas-parque e pesquisadores, além de uma infra-estrutura completa para sua manutenção e desenvolvimento de pesquisas científicas, desde os meios de transporte primitivos, mas indispensáveis, como cavalos, charretes, carro de boi, até tecnologias avançadas como GPS, rádio-comunicação, computadores, equipamentos para pesquisas, tratores, veículos diversos, embarcações e aeronave.